Datafolha: apoio à pena de morte bate recorde no Brasil

Datafolha: apoio à pena de morte bate recorde no Brasil

access_time 8 de janeiro de 2018 Este post foi lido 82 vezes

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (8) pelo Instituto Datafolha revelou que o apoio da população à aplicação da pena de morte no Brasil cresceu nos últimos nove anos. Segundo o último levantamento, 57% dos entrevistados se disseram favoráveis à adoção da punição, enquanto em 2008, eram 47%. Mais de 2.765 brasileiros, de 192 municípios, foram entrevistados nos dias 29 e 30 de novembro do ano passado.

De acordo com o levantamento, o resultado da pesquisa corresponde a um recorde numérico desde que o estudo passou a ser realizado pelo Datafolha, no ano de 1991. No entanto, em percentuais, empata na margem de erro, com 1993 e 2007, quando 55% dos entrevistados se disseram favoráveis à punição.

Somente em período de guerra declarada a pena de morte poderá ser aplicada, como está prevista no inciso 47 do artigo 5º da Constituição. A última em que o país entrou foi a Segunda Guerra Mundial.

Dados

39% da população se disseram contrários à punição, 1% se declarou indiferente e outros 3% não souberam responder.

Segundo o levantamento, cresceu o apoio à pena de morte entre os mais pobres. Entre os que têm renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 4.770), o apoio é de 58%. Já entre quem ganha na faixa dos cinco a dez salários (R$ 9.540), 51% se disse a favor dessa punição. Já na parcela mais rica, 42% concorda com a pena de morte.

As mulheres apoiam menos a punição capital. Elas são 54%, ante 60% dos homens. Com relação à idade, a faixa etária que mais apoia a execução de condenados é a de 25 a 34 anos, em que 61% se disseram favoráveis à proposta.

Quanto à religiosidade, os ateus são o grupo que menos apoia a pena de morte, sendo que 46% se declararam favoráveis. Entre os evangélicos, 50% são favoráveis, contra 45% contrários (4% não souberam responder e 1% se disse indiferente). Os católicos são o que mais defendem a punição: 63% são favoráveis, ante 34% contrários.

Com informações da Folha de S. Paulo e JC Online.

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