PT pode voltar a conversar com PSB em Pernambuco, afirma Lula

PT pode voltar a conversar com PSB em Pernambuco, afirma Lula

access_time 6 de fevereiro de 2018 Este post foi lido 151 vezes

 

No momento em que PT e PSB voltam a ensaiar o retorno de uma aliança, o ex-presidente Lula (PT) deixou em aberto um espaço para um entendimento entre as duas siglas nesta terça-feira (6), em entrevista exclusiva à Rádio Jornal do Recife. Principal líder petista, Lula afirmou que o PT precisa pensar se quer continuar brigando com um possível aliado capaz de construir um programa para Pernambuco ou disputar sozinho uma eleição “sem fazer aliança com ninguém”.

“O PT pode voltar a conversar com o PSB aí em Pernambuco, o PT pode conversar com o Armando Monteiro, pode ter candidatura própria. Nós temos pré-candidatos a Marília, o Odacy, o José de Oliveira. O problema é que eu não quero precipitar os fatos”, disse Lula. “Tem muita coisa na política que ainda vai acontecer. Toda a briga que nós tivemos com o PSB, não me faz crer que o PSB só tenha adversários”, sinalizou o ex-presidente.

“Cada aliança é feita sob as circunstâncias da política do momento. Você sabe da relação que eu tinha com o PSB a nível nacional, com o Eduardo Campos, era uma relação muito forte e muito sincera. Todo mundo sabe que eu gostava do Eduardo Campos e ele gostava muito de mim. Com a morte dele, obviamente houve fissuras, houve problemas. O PSB, em alguns lugares, rompeu com o PT. Em outros, não. Tudo isso faz parte do cenário político local. Agora, está chegando uma nova eleição e os partidos precisam pensar o que é melhor para o povo de Pernambuco. Se é a gente continuar brigando com um possível aliado capaz de se construir um programa para o Estado ou se a gente vai simplesmente fazer sozinho uma eleição sem fazer aliança com ninguém. Nós temos que discutir com muita maturidade”, declarou o petista.

Rompimento

Em Pernambuco, PT e PSB romperam em 2012, quando o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), derrotou o senador Humberto Costa (PT), encerrando um período de 12 anos de gestão petista na Capital. Em 2013, a sigla deixou o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para lançar o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, já falecido, como candidato a presidência da República no ano seguinte.

Do JC Online.

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